Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Blog fechado para balanço. Voltamos um dia.
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Pode ser em uma noite também.
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Essa foi péssima, eu sei!

Domingo, 26 de Outubro de 2008

Quanto mais o tempo passa, mais eu entendo que não entendo nada de nada, mais eu percebo que a vida passa rápido e que é impossível absorver uma quantidade razoável de leituras, de músicas, de pessoas e de bons momentos.

O meu tempo é agora, e agora eu tenho que correr para que o tempo não passe vazio.

Um beijo. Boa semana!

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Não me perguntem se eu gostei... senão eu não me divirto!

15h05

Vez em quando me perguntam o que eu achei do desempenho de banda X ou banda Y, e eu sempre fico ligeiramente constrangida em responder. Fato: a minha formação, a minha vida envolvida com Música e no meio de músicos desde quando me entendo por gente, não permite que eu deixe de lado o senso apurado e crítico em relação aos sons. Não consigo simplesmente dizer tal grupo é bom, ou tal é ruim. Ou ainda: eu gosto disso porque me agrada, ou não gosto porque não acho legal. Ouvir música vai muito além de uma simples sentença determinada pelo gosto pessoal. Ouvir e ver é um exercício ainda mais complexo de análise.

Na última terça-feira fui a uma festa onde certa banda brasiliense estaria se apresentando. Fui para me divertir, estava na companhia da minha amiga Alexia e do meu marido (músico!) Paulo. A parte mais interessante da festa, para mim, é sempre a banda... então eu fico prestando atenção. Se o som passar por alguns crivos eu me solto e me divirto, mas não consigo relaxar com música ruim, porque existem muitos critérios a serem observados: adequação e organização de repertório de acordo com o tempo, local e, principalmente, público alvo; afinação dos cantores; entrosamento na equipe; o groove do que está sendo executado; desempenho individual dos músicos e cantores, enfim, diversos indicadores. Se for uma banda de baile, ou banda cover, a responsabilidade aumenta, pois este tipo de grupo tem como referencial o trabalho da banda original. Ou seja, o objetivo é que o som fique muito semelhante com a forma executada pelo artista que está sendo interpretado. De certa forma, neste tipo de grupo, o ideal é que o som fique igual ao gravado no CD.

Na festa de terça-feira a banda “pecou”, a meu ver, em algumas coisas cruciais para o bom desempenho, que não vou listar aqui, porque o objetivo não é esse. Ela também acertou em muitos outros. Grupos são formados por pessoas, e pessoas não são perfeitas. Eu não avalio nada completamente, porque isso contraria uma básica limitação humana: nós nunca conseguimos ver de forma fria todos os lados de uma situação. Avaliar o desempenho de um grupo é tarefa para quem sempre quer ir mais fundo, mas nunca podemos esquecer nossas próprias limitações refletidas no processo de produção musical.

Um beijo pra vocês!

16h23

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

ADORO o Nelson Motta! :) Eu pagaria para organizar os arquivos dele.

Respostas à procura de perguntas


Texto do Nelson Motta. Recebi hoje no meu e-mail. Fresquinho!

RIO DE JANEIRO - Nelson Rodrigues imortalizou "a estagiária do calcanhar sujo" como a caricatura da jovem jornalista riponga, esquerdista e ignorante.

Quando uma dessas perguntava a Paulo Francis "como começou a sua carreira?", ele rosnava: "Se depender de mim, a sua acabou agora". E ia embora.

Por que perder seu precioso tempo respondendo o que já foi mil vezes respondido? Por preguiça e incompetência de boa parte dos jornalistas que nossas fábricas de diplomas desovam no mercado?

Como jornalista não-diplomado, nunca fui para uma entrevista sem ler tudo que pudesse sobre o entrevistado. Sem Google. E sempre sabia como começou a carreira dele. Não é justo que artistas importantes deixem de trabalhar para gastar tempo repetindo, ad nauseam, suas biografias de domínio publico.

No lançamento de "Vale tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", como a imensa popularidade do biografado certamente provocaria muito interesse pelo livro, prometi à editora que daria entrevistas a qualquer jornal, revista ou site, de qualquer tamanho, de qualquer cidade. Tudo por e-mail.

Choveram pedidos, foram mais de 100 entrevistas, todas respondidas e publicadas. Sem perder um minuto do meu tempo. Graças ao Personal Respondeitor Digital!

A idéia surgiu quando dei as primeiras entrevistas para "Veja", "O Globo", "Folha", "Estadão" e "Zero Hora". Respondi abundantemente, eles usaram 20% e acumulei um volumoso "dossiê Tim Maia" em um arquivo que chamei carinhosamente de "banco de dados". Foi com esse material que minha brava assistente Lu respondeu, por email, por supuesto, a todas as outras entrevistas, sampleando e remixando minhas respostas. E todos os repórteres ficaram muito satisfeitos. Ninguém reclamou, ninguém notou nada.

Sem bronca: quem faz as mesmas perguntas merece as mesmas respostas. Se surgia uma pergunta diferente, o que era raro, eu mesmo respondia e acrescentava ao arquivo.

O Personal Respondeitor, apesar de atraente oferta das Organizações Tabajara, não será comercializado. Estaremos disponibilizando free para quem está cansado de responder às mesmas perguntas: seus problemas acabaram.


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Copyright @ 2006 Nelson Motta, em Sintonia Fina.

Para mais informações: info@sintoniafina.com.br

Domingo, 5 de Outubro de 2008

Esquecemos de anistiar o Wilson Simonal

Oi pessoal!

Vim aqui compartilhar uma crônica muito bacana do Mário Prata. Se der, volto aqui e comento. Bjo

Esquecemos de anistiar o Wilson Simonal
Crônica publicada no jornal Estado de São Paulo, dia 16/01/95

O brasileiro adora esquecer e/ou perdoar. O Collor, por exemplo, fez o que fez e acho que já foi perdoado. Eleições futuras, em Alagoas e no Brasil, irão comprovar isso. O próprio PC já está sendo visto com certa simpatia pelos coleguinhas da imprensa. Os Sete Anões, vocês se lembram deles? Não deu em nada. E nem vai dar.

O Jânio que, com a sua renúncia, em 61, levou o Brasil a mais de trinta anos de incertezas e atrasos, foi depois perdoado e os paulistanos o colocaram na cadeira de prefeito que deveria ter sido de FHC. O Paiacã, que fez aquela sacanagem toda, já foi perdoado e esquecido. O Zico, que perdeu aquele pênalti contra a França na Copa de 86 já foi perdoado. Até mesmo o Joaquim Silvério dos Reis, hoje em dia é apenas mero tema para vestibulandos.

O que há de comum entre o Collor, o PC, os Sete Anões, o Jânio, o Paiacã, o Zico e o Joaquim Silvério? São todos brancos. Uns, bandidos. Outros, como o Zico, brasileiros da maior dignidade. Mas todos, brasileiros brancos.

Toda essa introdução acima é para falar do Wilson Simonal. Você sabe quem foi (ou quem é) Wilson Simonal? Um dos mais queridos e requisitados cantores dos anos sessenta. Bonachão, cheio de swing, uma voz afinadíssima, com uma inteligência rápida e rara no programa Essa Noite se Improvisa, brilhava ao lado de Chico, Caetano, Carlos Imperial, Gil, Roberto Carlos, Jair Rodrigues, Ellis. Um dia ele fez o Maracanãzinho cantar com ele, durante mais de meia hora, o Meu Limão, Meu Limoeiro. Quem não se lembra dele cantando Sá Marina? Naquele tempo o Brasil, na voz do Simona era mesmo Um País Tropical.

Pois um dia o falecido jornal O Pasquim (onde tive a honra de trabalhar em 72 e 73), há já distantes vinte e cinco anos, disse, em letras garrafais, na primeira página, que o Simonal era dedo-duro. Que ele teria entregue um ex-funcionário para "os homens". Pudera: um crioulinho daquele, com um dos maiores contratos publicitários da época - com a Shell, multinacional do imperialismo! - andando pra cima e pra baixo numa Mercedes branca com estofamento vermelho, boa coisa não podia ser. A esquerda caiu de pau, chicotes e archotes em cima do "malandro". Nunca ficou clara a acusação. Nem pretendo discutir isso aqui. O Simonal sumiu. Sumiu o homem e a carreira, a voz e a alegria do "champinhon". Soube, através do filho dele, o também músico Simoninha (de quem tenho o prazer de ser amigo) que ele quase morreu no ano passado. Não há fígado que resista a uma acusação de 25 anos. Todos os fígados do Brasil já foram anistiados. Menos o do Simonal.

Semana passada vi o Simonal num memorável programa da deliciosa Hebe Camargo. Está magro, abatido, mas a voz é firme, gostosa como sempre. De vez em quando, a imprensa entrevista o Simonal. Mas sempre, sempre, sempre, da primeira à última pergunta, o tema é o mesmo, e ele, quase desesperado, diz que aquilo já passou. Não passou não, Simonal. Você foi marcado para sofrer, por todos nós da esquerda, daquela e naquela época. Acho que o buraco é mais embaixo.

E foi pensando no Simonal que eu me lembrei do Barbosa, goleiro da seleção de 50. Barbosa, tão preto quanto o Simonal, levou um gol do Gighia no segundo tempo e o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai. De quem foi a culpa? Daquele crioulo safado. Desde então (e lá se vão 45 anos) nunca outro negro foi goleiro da seleção canarinha. Pelo contrário, são sempre jovens bonitos, que não falam nem menas nem qüestã, altos, alguns até loiros: Ado (mais bonito do que goleiro), Leão (que sempre pintou o cabelo), Carlos (o elegante), Waldir Perez (o careca sensual), Taffarel (o ariano puro), Zetti (o bom menino), Felix (baixo, mas branco), Castilho (um lord), Gilmar (a elegância em pessoa). Barbosa (negro) jamais foi perdoado. A culpa foi dele, já que deveria ser de alguém.

Simonal é o nosso Barbosa, levando petardos de todos os gighias brasileiros. Uma bola (ou uma bala) perdida passou por baixo dele e atingiu a sua alma negra. Um pai que tem um filho como o Simoninha, não pode ser ou ter sido tão perigoso e fdp assim. Num momento que o Brasil oferece exemplo de democracia e dignidade interna e externamente, é hora de se anistiar o Simonal. Que ele volte com sua voz gostosa e seu jeito de malandro aos palcos do Brasil. Deixemos que ele entre novamente em nossas casas, pela porta da frente. Ou pela gaveta de um CD.

Vamos anistiar o homem enquanto ele está vivo. Ele e nós.

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Cantora Nova

Tô doida pra escutar a Adriana Peixoto. Clique aqui e leia a crítica do Lauro Lisboa Garcia, no Estadão.

Bjos!

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Atualizando

Gente, tô sem tempo de atualizar este blog. Perdi cada show bacana nas últimas semanas... :(

Vai lá no meu outro blog, que tá mais atualizado que esse. Aproveito pra colocar um vídeo com uma cantora que eu gosto pra caramba: Verônica Ferriani, da banda Gafieira São Paulo, cantando "Tô voltando"



ADORO ver essa menina cantando! Adoro o suingue dessa banda! Bjos